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Arumã 

(ou guarumã)

Ischnosiphon spp. 

Família das marantáceas

Ocorre em regiões semi alagadas

 

Espécie de cana de colmo liso e reto, oferece superfícies planas, flexíveis, que suportam o corte de talas milimétricas; o colmo da planta é descascado, raspado e ariado, pode ser tingido ou mantido na cor natural; também usado com casca, que lhe confere maior resistência e uma cor pardo clara laqueada.

O arumã é utilizado pelos povos indígenas amazônicos, a partir do Maranhão.

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Ilustração do arumã:

Illustration of T.72. Maranta Arouma.   (Ischnosiphon arouma (Aubl.) Ko|2rn., ), Fragmenta botanica, figuris coloratis illustrata : ab anno 1800 ad annum 1809 per sex fasciculos edita / opera et sumptibus Nicolai Josephi Jacquin.  Volume 1 of 1, MBG Rare Book

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Links recomendados

IDETI

Instituto de Desenvolvimento das Tradições Indígenas

 

ISA

Instituto Sócio Ambiental

 

 

 

 

BANIWA

       

POVOS INDÍGENAS REPRESENTADOS

 

A cestaria de arumã é uma forma de arte milenar, ensinada aos homens baniwa pelos seus heróis criadores e cujos grafismos foram inscritos pelos antepassados nas pedras, em forma de petroglifos, para que nunca fossem esquecidos.

Para os Baniwa, fazer arte de arumã é condição da pessoa plenamente cultural.  

figura ao lado: arumã

 

 Cesto Urutu Oóloda

Origem: Etnia Baniwa

Região: Rio Içana, AM

Medidas: P, M, G 

material: fibra de arumã

Uso: reservar massa de mandioca (antes e depois de espremer no tipiti) e também guardar farinha, beiju e outros.

Uso urbano: utilizados como cachepôs para vasos de plantas e flores ou para colocar lápis, revistas, brinquedos e lixo seco.

 Balaio Waláya  

Origem: Etnia Baniwa

Região: Rio Içana, AM

Medidas: P, M, G 

Materal. fibra de arumã

Uso: recolher a massa de mandioca (antes e depois de espremer no tipiti) e servir beiju e farinha nas refeições.

Uso urbano: fruteira, cesta de pão e decoração

Jarro kaxadádali (que significa barrigudo, termo utilizado   para mulheres grávidas e animais)

Para os Baniwa este cesto tem o formato do Universo

Origem: Etnia Baniwa

Região: Rio Içana, AM

Medidas: P, M, G 

Materal. fibra de arumã

Uso: guardar miudezas (como bóias de molongó e iscas para pescar), ficando submerso até o pescoço.

Uso urbano: luminárias, porta guarda-chuva ou para colocar roupas. Miniaturizados, são usados como porta-vela e até como embalagem de perfume.

Peneira dopítsi

Origem: Etnia Baniwa

Região: Rio Içana, AM

Medidas: P, M, G

Material: fibra de arumã

Uso:  cernir a farinha, transportar o beiju do forno até o jirau; suspensas por um tirante de cordas,  como suporte para empilhar beiju seco; de vários formatos e tipos de tala são usadas para tirar a goma da mandioca e coar suco de frutas.

Uso urbano: decoração de paredes ou como bandeja para servir certos alimentos.

Povo Baniwa

Língua Aruak

População: 4mil (dados de 2001) no Brasil

Região: Rio Içana e afluentes

Alto Rio Negro 

Amazonas, Brasil

Colômbia e Venezuela 

Etnias: Baniwa e Kuripako

População total: 12 mil 

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Há mais de 2000 anos, os índios Baniwa, habitantes do Rio Negro, trançam com fibra de arumã uma sofisticada cestaria, famosa por seus grafismos peculiares.

Arte Baniwa resulta de uma parceria da organização Baniwa OIBI, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) e do Instituto Socioambiental (ISA). Instituições associadas para investir em alternativas de desenvolvimento que promovam o uso sustentável dos recursos naturais, a autogestão e o comércio solidário.

Os Balaios (waláya) são utilizados tradicionalmente para guardar mantimentos como farinha, beiju, tapioca e frutas. Eles podem ser feitos de tamanho grande, médio e pequeno. São extraídos de uma planta chamada Arumã do mato. Para obtê-la é necessário  ir buscá-la na cabeceira dos igarapés na terra firme ou na capoeira, tirando na medida dependendo do tipo de artesanato que se pretende fazer. Depois disso deve raspá-la, lavar, deixar secar e logo após pintar de preto ou vermelho de urucum, misturar com verniz do mato para dar tal brilho excelente. Depois de secar a tinta começa-se a tirar em talas de tamanho igual, prossegue-se a fazer já para ter o nome de Balaio ou Urutu, tecendo os desenhos que preferir até o acabamento.

Fonte de Pesquisa: 

Arte Baniwa, Instituto Socioambiental

 

Todos os produtos vêm acompanhados da etiqueta da comunidade produtiva contando 

sobre a importância sócio-ambiental do trabalho realizado.

A disponibilidade das peças em exposição pode variar.

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