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DIVINO

   

 

 

arte popular

Histórico

A devoção ao Divino Espírito Santo , ou simplesmente "Divino" é uma das práticas religiosas das mais intensas e populares no Brasil.  Foi introduzida pelos Jesuítas no século XVIII. 

O culto ao Divino Espírito Santo nasceu em 1296, na cidade de Alenquer, em Portugal. A então rainha Isabel de Aragão, chamada de Rainha Santa, prometeu instituir um dia de culto, caso o Espírito Santo resolvesse as desavenças entre seu marido, Dom Diniz, e seu filho (cujo nome não consta nos arquivos históricos). Tendo seu pedido atendido, passou a coroar todo ano um mendigo, que se tornava rei por esse dia do ano.

 

Nome: Divino

Medidas: 38 x 23 x 13 cm

Origem: Juazeiro do Norte - CE

Associação Padre Cícero

Código: 7.090

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nome: Divino 

Medidas:10 x 12 x 3,5 cm

Material: madeira

Origem : Divino Ofício 

Lagoa Dourada, MG

Código: 111.002 

Nome: Estandarte do Divino 

Medidas: 19 x 19 cm

Material: madeira

Origem : Divino Ofício 

Lagoa Dourada, MG

Código: 111.001

Nome: Divino 

Medidas: 6 x 8 x 1,5 cm

Material: madeira

Origem : Divino Ofício 

Lagoa Dourada, MG

Código: 111.007 

MESTRE JOSIAS e a DIVINO OFÍCIO

Josias Cardoso Santos nasceu no interior do Espírito Santo e foi criado em Governador Valadares, MG. Desde criança revelou tendências nas artes plásticas principalmente para a escultura. Recebeu diversos prêmios, foi restaurador em Belo Horizonte. Em 1995 fundou, na cidade de Lagoa Dourada, o Artesanato Irmãos Cardoso. Hoje com o nome de Divino Ofício, conta com 7 jovens colaboradores com o objetivo de gerar renda e trabalho entre os jovens, produzindo um artesanato de tradição mineira. Desde 2003, passou a contar com o apoio do SEBRAE, participando de feiras e catálogos.

foto ao lado: Tiago, um dos melhores artesãos da oficina

biografia cedida pelo Mestre Josias, Divino Ofício

 Festa do Divino

As Folias do Divino se iniciam no Domingo da Ressurreição, na Páscoa, com o levantamento de um mastro próximo a igreja matriz local. Após 7 semanas, uma quarentena e uma novena, é celebrada a Festa do Divino. no Domingo de Pentecostes,  representando a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. 

O mastro é de madeira roliça, medindo mais de 2 metros, com listras brancas e vermelhas. A bandeira é feita de madeira, pintada de azul, e com a pombinha branca em destaque ao centro. Em algumas regiões a bandeira é de tecido vermelho, tendo flores e ao centro a pombinha branca bordada.

Durante as Folias do Divino são realizados festejos com bandas, cantadores, quermesses, que arrecadam donativos para a festa.  A bandeira percorre todas as casas. É comum fieis separem novilhos, frangos e outros animais para o Divino.  Nos 9 dias que antecedem a celebração são realizadas procissões. 

Um ponto de destaque na Festa do Divino são os chamados ex-votos, partes de corpos, como cabeça, pernas, órgãos e outros, oferecidos simbolicamente ao Divino, em agradecimento ao atendimento das promessas relativas às questões de saúde. São feitos de massa de pão, madeira e outros materiais podendo ser leiloados durante a festa.

Chegado o Domingo de Pentecostes, tem início a última procissão que sai da casa do casal imperador,  representando a Rainha Isabel e o Dom Diniz. Guardado por crianças, que representam anjos e carregam o estandarte do Divino, segue um menino de aproximadamente 10 anos. Devotos e pagadores de promessa acompanham  o cortejo carregando bandeiras vermelhas adornadas com ex-votos,  fitas, fotografias, flores e tranças de cabelo.

A festa culmina com a coroação do Imperador,  o menino recebendo a coroa do Divino. Após a missa, são realizadas apresentações folclóricas, folias e queima de fogos e é escolhido o casal imperador do ano seguinte.

As comemorações variam conforme a região. Alguns costumes mais antigos, como a banda e cantadores e até mesmo a data da festa foram modificados. Em São João del-Rei, cidade colonial mineira, depois de 70 anos de interrupção, nos anos 90 a Festa do Divino foi finalmente resgatada, passando a ser comemorada junto com a Festa do Rosário

Fonte de Pesquisa: Antologia do Folclore Brasileiro, (organizado) Antonio Pellegrini Filho - São Paulo, Universidade Federal do Pará, Universidade Federal da Paraíba, 1982, editado pela Edart; www.edukbr.com.br/artemanhas; www.suldailha.com.br/festadodivino;

 

Todos os produtos vêm acompanhados da etiqueta da comunidade produtiva contando 

sobre a importância sócio-ambiental do trabalho realizado.

A disponibilidade das peças em exposição pode variar.

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