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ralador de mandioca
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As terras que servem de habitat para os Hixkaryana, são demarcadas sob a jurisdição da FUNAI de Parintins. São terras pródigas para as roças de mandioca para farinha, além do abacaxi, do cará, jurumum, urucum e muitas variedades de peixes e de caça. A coleta da castanha do Pará também faz parte do dia-a-dia da comunidade e poderia ser uma fonte de renda.
Contudo, ante à chegada da civilização os grandes canoeiros do rio de águas negras, estão se tornando dependentes da tecnologia do rabeta movido à gasolina. As viagens, que levavam semanas de Cassauá para Nhamundá ganhou o "dinamismo" de um dia apenas, conquanto se tenha um bom motor de 40 HP e 180 litros de gasolina para consumir apenas numa viagem, apenas num trecho.
Artesanato
Os Hixkaryana são grandes artesãos e fabricam bonitos e originais cocares de penas de arara, periquitos e aritacas, criadas para fornecer as penas vermelhas, verdes, azuis e amarelas. A cor amarela é alcançada através de manejo do leite de sapos sobre as aves. As demais cores são naturais. Os Hixkaryana criam, hoje, aproximadamente, 100 aves, para a produção de penas, para a feitura de artesanato. Confeccionam tangas femininas com sementes de karukru, amarradas com fio de algodão, enfeitadas com penas de arara e tucano; ou o yuwa, um cilindro oco para prender e enfeitar os cabelos, ornados com penas de garça ou de gavião; pentes de osso de macaco ou de talos da palmeira buriti; flautas com osso da canela do veado mateiro. Na cestaria destacam-se as peneiras, as esteiras, os tipitis e os paneiros de cipó titica ou ambé; na cerâmica, potes, bacias e baldes; e arcos e flechas para suas caçarias e os bancos em forma de canoa.
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Povo Hixkaryana
Nomes alternativos: Hixkariana, Hishkaryana,
Hiskariana, Parukoto-Charuma, Parucutu,
Chawiyana, Kumiyana, Sokaka, Wabui,
Faruaru, Sherewyana, Xerewyana,
Xereu
Língua: Hixkaryana, autodenominação Wabu
Família Lingüística: Parukotó-Charumã
Tronco: Karib
População: 819 (Funai, 2008), distribuídos entre as aldeias:
Areia (19), Jutaí (55), Riozinho(84), Cachoeirinha(28), Cafezal(69),
Porteira(63), Cassauá (521)
Localização
TI, Terra Indígena: Hixkariana, Nhamundá/Mapuera
Municípios: Nhamunda, Nhamunda, Faro, Oriximiná
Aldeia Cassauá: situada acima da Cachoeira dos Quatro Travessões, em frente ao igarapé Anivota, no ponto aproximado de 01º05' e 58º00' (na margem direita do Nhamundá, do lado do Estado do Amazonas) e outra aldeia, na Cachoeira da Fumaça.
Povos da região: Aldeias Cassauá, no Nhamundá, povo majoritário, os Hixkaryana
Aldeia Mapuare, povo majoritário os Wai-Wai, mas existem também os Katuena, Hixkaryana, Xereu, Mawayana, Tíriyó e Karahawyana (autodenominação dos grupos isolados).
Como chegar na aldeia
Para visitar a aldeia é necessário permissão da Funai. Chega-se à Cassauá de hidroavião ou por barco. Na segunda alternativa, toma-se inicialmente um barco comercial que vai de Manaus à cidade de Nhamundá, num percurso de dois dias. Desta cidade, pega-se o barco da FUNAI para subir o rio durante dois dias até a zona das cachoeiras; num outro barco da FUNAI, menor, é preciso mais um dia para atravessar as cachoeiras (22 aproximadamente) e chegar até a aldeia.
Cassauá está a um dia de viagem de Porteira, onde se localiza a aldeia dos Karahawyana atendida pelo mesmo PI Nhamundá.
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Aspectos da língua e outras etnias da região
Em fins do século XIX, somente os Hixkaryana habitavam o médio curso do rio Nhamundá, os demais foram extintos pelos colonizadores. Os Hixkaryana subiram o rio Nhamundá, para acima da Cachoeira da Porteira, onde se protegerem.
Hoje coabitam com outras etnias, entre elas os Wai-Wai, que são em maior número, seguidos dos Katuena, Xereu, Mawayana, Tíriyó e Karahawyana (autodenominação dos grupos isolados). Apresentarem uma semelhança básica no modo de vida atual e manterem constante relacionamento entre si, inclusive na forma de intercasamentos.
No passado, esse povos tinha um padrão de ocupação do território baseado na dispersão espacial de pequenos grupos locais (aldeias), com grande mobilidade.
Atualmente, eles estão concentrados basicamente em duas aldeias: a de Cassauá, no Nhamundá, onde são mais conhecidos pelo nome do povo ali majoritário numericamente os Hixkaryana e na aldeia do Mapuera, onde são denominados Wai Wai.
Na aldeia Cassauá, todos os habitantes falam o Hixkaryana, assim como lêem e escrevem sua língua. Somente uma minoria de adultos entre 25 e 60 anos (12 homens e 10 mulheres, aproximadamente) falam um pouco de português. O estudo desse dialeto foi empreendido pelo SIL, que chegou na área em 1958, através dos missionários Desmond e Grace Derbyshire. A pesquisa Iingüística é considerada completa e resultou na publicação de cartilhas e de textos para alfabetização, de uma gramática e da tradução completa do Novo Testamento, utilizados até hoje na aldeia.
É uma das pouquíssimas línguas conhecidas que usa a ordem Objeto-Verbo-Sujeito, provavelmente a primeira língua do tipo a ser descrita (pelo lingüísta Desmond C. Derbyshire). No entanto, objetos indiretos seguem o sujeito, em ordem SOV. A língua faz uso de posposições.
Aqui está um exemplo: toto yonoye kamara. Traduzido como "o jaguar comeu o homem". Toto significa homem, yonoye é variação do verbo "comer" e kamara quer dizer jaguar. A ordem de palavras é crucial em hixkaryana para se entender o significado, já que não há declinação em casos para a indicação do sujeito e do objeto
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Fonte de Pesquisa:
Povos Indígenas no Brasil, São Paulo: CEDI, 1983. Http://desvendar.com/especiais/indio/tribos.asp, site do CIMI, Conselho Indigenista Missionário; Wilkipedia e site da Funai.
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