 |
arte popular
O
Vale
do
Jequitinhonha,
uma
das
regiões
mais
pobres
do
país,
é famoso
pela
figuras
em
barro,
noivas,
mulheres
amamentando,
gêmeas,
sapos
bois
entre outras
figuras
antropomorfas. As
feições
são
impressionantes,
lembram
muito
as
próprias
artesãs
e
artesãos.
E
mais
que
tudo,
representam
com
fidelidade
a
expressão
do
povo brasileiro.
|
|
Com
a
seca
da
região,
causada
pelo
tombamento
da
chapada
nativa
e pela
plantação
de
eucalipto,
muitos
moradores
mudaram-se
para
as
regiões
circunvizinhas
a
procura
de
água.
Nas
épocas
de
baixa
do
rio
Jequitinhonha,
e
nas
margens
dos
rios
afluentes,
que
mais
se
parecem
córregos,
é
possível
encontrar
uma
infinidade
de
barros
em
todas
as
cores,
do
branco
ao
negro
e
até
mesmo
na
cor
bronze,
que
parecem
feitos
de
purpurina.
Com
este
barro
em
várias
tonalidades,
os
artesãos
trabalham
em
seus
fornos
caseiros desde
cerâmicas
utilitárias,
vasos,
panelas,
gamelas
e
potes
a
figuras
de
estilos
próprios,
que
conferem
a
região
uma
liberdade
de
expressão
única,
que
encanta
todo
o
Brasil.
Dona Isabel Mendes da Cunha é a artesã mais conhecida da região. Hoje são 3 gerações da família Cunha, e outras mais. São
cerca de 80 artesãos, mais os aprendizes de gerações mais novas, entre as cidades de Coqueiro Grande e Campo Alegre. Outra famosa artesã, Zezinha, Maria José Gomes da Silva, faz figuras bem brancas de
barro preto, que na queima se transforma em branco e, com primor, finaliza as mãos com dedinhos e unhas pintadas
|