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Parque do Xingu
Mato Grosso
Área:
2,8 milhões de hectares
População
total
cerca de 5 mil pessoas
entre 50 aldeias
14 etnias
Awet
Ikpeng
Kalapalo
kayabi
kamaywurá
Kuikuro
Matypu
Mehinako
Nahukwá
Suyá
Trumai
Waurá
Yawalapiti
Yujá (Juruna)
O Parque Indígena do Xingu (PIX) foi
criado em 1961 pelo presidente Jânio Quadros. A tarefa porém coube
aos irmãos Villas Bôas que conduziram a expedição Roncador-Xingu a
partir de 1944.
Até meados dos anos 80, os índios viviam em isolamento
e sob proteção do Estado brasileiro. A partir de então a presença da
assistência do Estado diminuiu e os índios se deram conta do estado
de vulnerabilidade de seus limites territoriais e da
sustentabilidade dos seus recursos naturais. Foram testemunhas de
queimadas, invasões territoriais, contaminação da água e exploração
ilegal de madeira.
Preocupados, se organizaram politicamente e fundaram
a ATIX, Associação Indígena do
Xingu que é sediada na cidade de Canarana e dirigida por um
Kayabi.
O Instituto Sócio Ambiental (ISA) desenvolve com a ATIX
e outras associações do Xingu, projetos que visam ampliar a
autonomia política e gerencial das comunidades, estimulam escolas
nas aldeias e formação de professores, assim como o resgate cultural estimulando a manutenção de padrões
tradicionais.
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*Quatro etnias provenientes de
regiões circunvizinhas, a partir de 1950 foram introduzidas no Parque do
Xingu - Ikpeng, Kayabi, Tapayuna e Paraná.

**O Sal do
Índio
Segundo Orlando Villas Bôas, o sal do índio (cloreto de
potássio), apesar de muito bom é altamente tóxico, se utilizado como o sal
do branco (cloreto de sódio).
Já na opinião do Dr Clayton Coelho, médico da Escola
Paulista de Medicina, e do Posto de Saúde de Canarana, o sal do índio não
faz mal para a pressão arterial. Com o início da ingestão do sal de
cozinha, os índios começam a apresentar problemas de pressão, o que não
ocorria no passado.
Fonte de pesquisa:
Institito Socio Ambiental, ISA; Lucy Seki, Gramática do Kamaiurá, Imprensa Oficial, e
contatos pessoais com os Mehinako.
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SÃO PAULO SP BRASIL
Rua José Maria Lisboa, 838 - Jardim Paulista
Estacionamento no local
de segunda a sexta das 10 às
19h, aos sábados das 10 às
16h
FONE
11 5522 4440 |
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MEHINAKO |
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POVOS INDÍGENAS REPRESENTADOS |
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Os Mehinako são bons artesãos e
orgulhosos, com razão, pelos seus artefatos, que seguem a tradição
cultural. São conhecidos entre os Xinguanos como mercadores e
detentores da técnica do sal do índio** (cloreto de potássio). Fazem
bancos zoomorfos, em forma de animais, como o tamaduá (yúper), anta
(teme), onça (ianumaka), e passáros (warapapá) além
de outros animais da convivência diária. Os bancos (Xepí) são
feitos de um único tronco das árvores conhecidas como lixeira, piranheira
e canela. A cor é obtida pelos pigmentos naturais: o pequi que dá o tom
amarelo e protege a madeira; o vermelho, do urucum e do pau
mãwatan; e o preto, do pau Iurilo e do
carvão.
Nas cestarias utilizam a fibra da palmeira
de buriti, da tala ao fio que é enrolado nas coxas da mulheres. Cabe
aos homens a confecção dos bancos, máscaras e pás de beiju, além da
amarração final dos cestos. As mulheres fazem o fio de buriti, as
redes, os cestos e esteiras.
A venda dos
artefatos se destina a alguns suprimentos que se fazem necessários na
aldeia, desde os anos 60, quando houve a introdução tecnológica, como
barcos a motor, rádio de pilhas, anzóis, etc., mas não interferem na
tradição cultural, que é valorizada pela comunidade.
Foto Yutá Mehinako, 2003,
em sua primeira visita ao Ponto Solidário |
Origem: Etnia Mehinako
Material: trançado de buriti e algodão, grafismos variados Medidas: P, M, G,variáveis
Uso: esteira para colocar o beiju, mandioca e
panelas
Uso urbano: cortina, esteira,
centro de mesa, decoração | Esteira de buriti
| Origem: Etnia Mehinako
Material: trançado de buriti e algodão Medidas: P, M, G
Uso: pescaria de timbó
Uso urbano: decoração, revisteiro,
fruteira, etc. | Cesto Timbó Kuño
| Origem: Etnia Mehinako
Medidas: P (mais alto e acinturado), M, G, GG Material: trançado de buriti
Uso: armazenamento de mandioca
Uso urbano: decoração, revisteiro,
pães, lenha | Cesto cargueiro
| Rede de buriti | Origem: Etnia Mehinako
Medidas: solteiro M e casal G Material: buriti e
algodão Uso: embora atualmente prefiram a rede de branco, de
algodão, que protege mais do frio, é ainda usada para dormir
Uso urbano: como rede para descansar
| Origem: Etnia
Mehinako Material:
madeira de um único tronco Medidas: P, M,
G, GG Uso:
banco
Uso
urbano: banco e
decoração |
Banco
zoomorfo tamanduá Xepí Yúper
| Origem: Etnia Mehinako Material:
escultura em madeira de um único
tronco Medidas: P, M, G, GG Uso: banco
Uso urbano: banco e decoração
| Banco
zoomorfo anta Xepí Teme
| Origem: Etnia Mehinako Material: escultura em madeira de um único
tronco Formato variado de tipos de pássaros, os mais
comuns são: urubu, jaburu e jacu Medidas: P, M, G, GG Uso: banco
Uso urbano: banco e decoração
| Banco
zoomorfo tucano kujo
| Origem: Etnia Mehinako Material: madeira Uso: feito para branco
Uso urbano: decorativo | Pá de beiju morcego-
Aluwá
| Origem: Etnia Mehinako Forma: pássaros variados
Material: madeira Medidas: P,M,G Uso: feito para branco
Uso urbano: decorativo | Pá de beiju pássaro
Kutê
tapa-tapa
| Origem: Etnia Mehinako Medidas: P,M,G Material: madeira Uso: cerimonial
Uso urbano: decorativo
| Zumbidor - matapu
 | Origem: Etnia Mehinako Medidas: P,M Material: madeira Uso: virar o beiju
Uso urbano: decorativo | Pá de beiju tradicional - kutê
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Povo Mehinako
Língua Aruak
Região: Rio Kurisevo,
Alto Xingu, Parque do Xingu, MT
População: 200 índios (dados dos Mehinako)

Os Mehinako vivem hoje em duas aldeias distintas às margens
do rio Kurisevo. A aldeia de Uyapiyuku e a nova, Utawana, junto ao
PIV, Posto de Vigilância do Kurisevo, que é dirigido por um
Mehinako.
Expulsos de seu habitat original pelos Ikpeng* (que foram
introduzidos na formação do parque), sofreram vários deslocamentos, se
fixando no começo próximos aos Awet e Yawalapiti e intensificando as
relações de intercasamentos com outras etnias do Alto Xingu.
Os grupos que vivem no Alto Xingu, ao sul do parque, na bacia
dos rios formadores do Xingu, apresentam uma grande uniformidade cultural
e participam de um sistema intertribal, mantendo, no entanto, sua
identidade étnica. São eles: Awet e Kamaywurá (tronco Tupi), Mehinako,
Yawalapiti e Waurá (família Aruak), Kuikuro, Kalapalo, Matypu/ Nahuukwa
(família Karib).
Os alto xinguanos se alimentam basicamente de mandioca brava
(micaia, em Aruak) e peixe. Suas casas são ovaladas com cobertura
de sapé até o chão com duas aberturas. A aldeia é construída em círculo,
com a casa dos homens no centro, no sentido leste-oeste.
As mulheres usam o uluri, um pegueno cinto de fios de
buriti, entre outras afinidades. Realizam o Guarup, cerimonial para os
mortos, e praticam a luta huka-huka (tupi-guarani) ou Kap em
Aruak.
Apesar de seguirem aspectos culturais semelhantes, cada etnia
do Alto Xingu mantém e segue a sua própria tradição desde a língua a
especialidades. Trocam experiências e se relacionam através do
moitará, encontro para trocas comerciais e especialidades de cada
grupo: arcos pretos feitos de pau dárco, feito pelos Kamaywurá, machados
de pedra(Trumai), colares de conchas de caramujo (grupos Karib), cerâmica
(Waurá), sal** (Mehinako e Trumai) e o algodão(Mehinako). Os Mehinako e os
Awet atuam também como mercadores intermediários.
Os Mehinako apreciam a convivência com os Karaibas,
homens brancos, filhos do sol como os próprios Mehinako. Consideram a
civilização tecnológica uma dádiva do sol. Adoram viajar e se
relacionar. Outro grande fator que estimula a integração entre os
alto xinguanos e brancos é o futebol, muito apreciado pelos
Mehinako.
Hoje, estão mais articulados politicamente, tendo um
representante. Tamaluí, como vereador na cidade de Gaúcha do Norte e um
membro, Assalú, como responsável da Funai, pelo PIV (Posto de Vigilância
do Kurisrevo). Possuem ainda na aldeia, um membro agente de saúde pela
Funasa e uma escola.
Em 2006 os Mehinako da aldeia de Utawana fundaram a
Associação Ahira (beija flor) que é coordenada pelo jovem Makauala
no Posto Leonardo.
Participam ainda de alguns eventos, como "Rito de
Passagem", promovidos pelo IDETI, Instituto de
Desenvolvimento das Tradições Indígenas, sediado em São Paulo e dirigido
por Siridiwê Xavante.
Leia também
Viagem do Ponto Solidário à aldeia Utawana dos índios
Mehinako
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Links recomendados
IDETI
Instituto de Desenvolvimento das Tradições
Indígenas
ISA
Instituto Sócio Ambiental
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