| PONTO SOLIDÁRIO SÃO PAULO SP BRASIL Rua José Maria Lisboa, 838 - Jardim Paulista Fone 11 5522 4440 Aberto de segunda a sexta das 10 às 19h aos sábados das 10 às 16h | | | Iniciativas inspiradas no Ponto Solidário | Vitrine PASSO FUNDO RS BRASIL Rua Capitão Eleutério, 419 esq. Rua Moron, 99010-060 Fone: 54 3045 2510 aberto no horário da escola Yázigi Passo Fundo inaugurado em 03/2006 PONTO SOLIDÁRIO VITÓRIA Espaço para o artesão capixaba e apoiado pelo Sebrae ES Rua Madeira de Freitas, 239 Praia do Canto Fone: 27 3325 2808 aberto no horário da escola Yázigi Vitória inaugurado em 05/2003 | | | | QUEM SOMOS |  |  | | | | | "As pessoas nos chamam de mulheres carentes, mas hoje somos mulheres de fibra, ganhamos nosso dinheiro, conhecemos tudo sobre nossos produtos, criamos novas peças e até exportamos. Sempre respeitando a natureza e nossa capacidade de produção. A gente divide o que produz entre cada um dos compradores e atendemos todo mundo " Roze Mendes, da Flor do Cerrado em conversa ao telefone com a artesã QUEM SOMOS Fundado em 2002, o Ponto Solidário, arte sócio-cultural é um local para a divulgação e venda da produção artística e artesanal de diversas ONGs do Brasil, cooperativas, comunidades regionais, povos indígenas, artistas e outras instituições afins. É uma associação sem fins lucrativos. Trabalha com o conceito de comércio justo, economia solidária e sustentabilidade. O Ponto Solidário é um projeto do Espaço Cultural Yázigi que visa a valorização do artesanato brasileiro e a inclusão social. Faz parte da política sócio-cultural do Instituto de Idiomas Yazigi, que promove: ações de cidadania, como o projeto Cidadão do Mundo e Consumo Consciente; e ações culturais, promovendo o acervo, exposições de arte, e eventos afins. MISSÃO Gerar trabalho e renda, através de divulgação e comercialização da produção artística e artesanal,atendendo aos critérios do comércio justo e solidário e promovendo a identidade cultural. VISÃO Ser agente de transformação social e referência entre produtores e consumidores através de uma rede de lojas de arte sócio-cultural, certificada segundo os critérios do comércio justo. COM0 SELECIONAMOS NOSSOS PRODUTOS Os objetos de artesanato pertencem a um mundo anterior à separação entre o útil e o belo. Octávio Paz Ao adquirir um produto, o Ponto Solidário considera de suma importância os seguintes critérios: -
a identidade cultural -
a qualidade de materiais e execução -
a inovação e originalidade -
a matéria-prima obtida através de práticas ambientais sustentáveis -
valorização da pessoa pelo trabalho -
a capacidade de produção da comunidade Todos os produtos são identificados quanto a sua origem regional e institucional e contam sua história. O mix de produtos usa como matéria prima: -
Fibras naturais, taboa, buriti, capim dourado, palha de milho, banana, carnaúba, arumã, imbira ,tucumã etc. -
Cerâmicas em queimas diversas e barros coloridos -
Madeiras recicladas e certificadas ou como no caso das comunidades indígenas com procedência conhecida -
Tecelagem em teares artesanais com fiações manuais e tingimentos naturais, fios industriais e reciclados de pet -
Couros reciclados e naturais -
Metais: ferro, alumínio reciclado, latas, cobre, zinco, latão, prata -
Reciclados de papel, revista, tecido, vidro, bagaço de cana, garrafas pet, sacolas plásticas, fitas de vídeo, etc. GRUPOS FORNECEDORES Artista que não seja bom artesão, não é que não possa ser artista; simplesmente ele não é artista bom. E desde que vá se tornando verdadeiramente artista, é porque concomitantemente está se tornando artesão. Mário de Andrade São mais de 100 entidades e cerca de 20 artesãos independentes. O CLIENTE | O cliente é o aliado do Ponto Solidário, a relação é transparente e o consumidor respeitado. O preço é justo tanto para o produtor quanto para o consumidor, consciente não só do agregado social mas da qualidade intrínseca do objeto | VALORES | "Entre o tempo sem tempo do museu e o tempo acelerado da técnica, o artesanato é a palpitação do tempo humano" Octávio Paz | O Ponto Solidário acredita: -
que a cultura popular brasileira é muito rica e deve ser valorizada -
que a geração de renda com a capacitação das comunidades se viabiliza se os produtos são comercializados de uma forma mais efetiva e constante. -
na recuperação da dignidade, da auto estima e inserção na sociedade de pessoas em situações de pobreza e marginalidade -
que o trabalho artesanal, com muitas mulheres à frente, é uma atividade que ajuda no orçamento familiar sem prejuízo do cuidado com os filhos e tarefas diárias. E muitas vezes, tem demonstrado envolver toda a família no ofício. -
que o artesanato é uma atividade sustentável, tráz alegria e é de um "tempo humano", como diz o poeta Octávio Paz. -
que o comércio pode ser diferente, valorizando o fornecedor e o cliente, no lugar das práticas tradicionais -
que a geração de renda pelo artesanato de raiz além de ser importante para manter viva a tradição e cultura, mantém o artesão em sua comunidade e é uma alternativa de trabalho, também para as novas gerações, que hoje já se mostram bem mais interessadas. " .. Hoje somos mulheres de fibra...", são frases como a de Roze, da Flor do Cerrado, do poeta Octávio Paz, e de Mário de Andrade, que norteiam o trabalho do Ponto Solidário. Agradecimentos Agradecemos ao Instituto de Idiomas Yázigi, que acreditando na proposta do Ponto Solidário, cedeu o espaço, e a estrutura administrativa. Agradecemos à Associação Minha Rua Minha Casa, que inspirou nosso trabalho, mostrando como é possível o resgate da cidadania do povo da rua, o mais marginalizado da sociedade. Ao IDETI, Instituto de Desenvolvimento das Tradições indígenas que nos apoiou e nos apresentou a diversas comunidades indígenas. Ao índio Yutá Mehinako, que se tornou grande amigo, e a todas comunidades e artesãos que muitas vezes deixaram seus produtos em consignação e acreditaram em nossos propósitos. Não podemos deixar de mencionar o primoroso trabalho de capacitação das comunidades e publicações da Central ArtSol, Artesanato Solidário, Comunitas e do SEBRAE, que muito tem colaborado para o desenvolvimento do artesanato brasileiro e contribuído para ações como a do Ponto Solidário. Sobre este site Este site pretende informar o universo sócio-cultural de cada objeto, desde matéria prima, região, artesão, grupo que participa e suas referências culturais. Para melhor situar cada objeto foram consultados livros, catálogos, sites e associações, que foram devidamente creditados nas páginas correspondentes. | | Fonte de Pesquisa: os textos dos poetas Mário de Andrade e Octávio Paz foram pesquisados no livro de Cláudia Cavalcante e Chico Matosso, Da Sede ao Pote, editado pela Central ArtSol, Artesanato Solidário e Comunitas, 2003; e são dos livros, Octávio Paz, Ver e Usar. arte e artesanato, em Convergências: ensaios sobre arte e literatura, Rocco, 1991; Mário de Andrade, O Baile das Quatro Artes, Martins Editora, 1975 | |