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 Ule no Ponto Solidário, 2007

 

Uleyalu Mehinako aprendeu a tradição das panelas com sua mãe, da etnia Waurá casada com o cacique da aldeia velha Mehinako.

Ule, como a chamamos mora na cidade de Canarana, mas vai buscar o barro na aldeia. Com as panelas Ule resgatou a tradição das panelas waurá adquiriu um oficio com maestria e uma fonte de renda. E ela capricha cada vez mais. 

É se mpre uma surpresa prazeirosa recebê-la no Ponto Solidário. Muita decidida sai carregada de sua cidade, trazendo até mesmo bancos e outras peças. E ela vem sozinha e carregando com muito cuidado suas panelas, se assegurando assim que chegarão bem, ela e as panelas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SÃO PAULO SP BRASIL

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de segunda a sexta das 10 às 19h, aos sábados das 10 às 16h

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WAURÁ

       

POVOS INDÍGENAS REPRESENTADOS

 

Os Waurá são grandes ceramistas, conhecidos pelas grandes panelas de até 2m de diâmetro, chamadas de Kamalupe. No Xingu somente os Waurá e Yudjá dominam o uso do barro na confecção de panelas de vários tamanhos, formatos e figuras zoomorfas. Depois de modelada e cozida em um buraco previamente aquecido, a panela é debruçada e no seu fundo externo, todo esbranquecido de tabatinga, com capricho, é decorada em vermelho e preto (urucum e jenipapo), com desenhos simétricos, traços firmes e a mão livre.  Orlando Villas Bôas

Panela de Bijú- Rerretein

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panela - makulatain

Panela oncinha  

Panelas  tartaruga 

 

Povo Waurá

 

Língua Aruak

Região: Rio Batovi

Alto Xingu 

Parque do Xingu, MT 

População: 270 índios

Os Waurá habitam às margens do Rio Batovi, rico em pintado e Matrinxã, peixes muito apreciados. 

Mantêm afinidades culturais com as etnias do Alto Xingu São muito próximos dos Mehinako, na língua com certas variantes, em trocas comerciais e intercasamentos.

 

Fonte de pesquisa:

Agência Brasil (27/8/55); Institito Socio Ambiental, ISA; Lucy Seki, Gramática do Kamaiurá, Imprensa Oficial;  Rota Brasil Oeste (4/4/2003); Xingu - Villas Bôas, estadao.com.br; contatos pessoais com os Mehinako

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Links recomendados

IDETI

Instituto de Desenvolvimento das Tradições Indígenas

 

ISA

Instituto Sócio Ambienta

 

 

Infelizmente para os Waurá, algumas das argilas mais cobiçadas pelos seus artistas estão hoje praticamente fora de seu alcance. Ocorre que quando foi delimitado o Parque Indígena do Xingu, foi deixado de fora parte significativa de seu território tradicional. Essa área inclui a Kamukuaka, uma caverna sagrada do cerimonial Waurá, localizada ao lado de uma queda d'água no rio Batovi-Tamitatoala

A caverna Kamukuaká é uma abertura misteriosa ao lado de uma grande cachoeira no rio Batovi como uma boca aberta no solo que ficava escondida pela mata. Para os Waurá, Kamukuaká é um espírito, que surgiu muito antes do mundo existir e da criação dos homens. Foi um grande chefe que enfrentou a ira de Kãma, o sol, que tomou a forma de gente e morava num buraco situado no rio Batovi, na margem oposta do lugar onde fica a caverna. A história relata que Kãma, com inveja da beleza e força de Kamukuaká, decidiu acabar com ele flechando suas orelhas e dos outros índios. Depois disso o líder foi levado para a caverna onde ficou por duas semanas com seu povo. Kãma resolveu prender a todos e ordenou que periquitos os comessem. Kamukuaká deu comida aos pássaros e pediu que eles abrissem um buraco. Logo depois o chefe e seu povo conseguiram se libertar por esta abertura.

Da mitologia da Kamukuaká surgiu o ritual da furação de orelhas, comum nos povos do Xingu.

Felizmente o Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural Nacional - Iphan tombou em 2003, a caverna de Kamukuaká como a primeira caverna brasileira, patrimônio cultural brasileiro de importância etno-cultural.

Outro aspecto importante da cultura waurá é a visão de guerra, tida como uma degradação humana. Explica a lenda: "O sol oferece um rifle ao ancestral aos Waurá, mas a pessoa vira o objeto em suas mãos, sem saber para que serve. O sol tira o rifle e oferece-o ao ancestral dos guerreiros, que vivem ao norte da tribo. Esse índio também não sabe o que fazer com o objeto. O sol oferece-o então ao ancestral do homem branco. O homem branco imediatamente leva o rifle ao ombro e atira várias vezes, marcando sua posse da tecnologia superior que será sua. O sol dá arcos de madeira aos índios, que ficam satisfeitos. Depois o sol passou uma caneca, pedindo a todos que bebessem seu conteúdo. O ancestral dos Waurá aproximou-se, mas viu que a caneca estava cheia de sangue. Recusou-se então a beber. Mas quando a caneca foi oferecida ao guerreiro, ele bebeu dela com sofreguidão. É por isso que os homens brancos e os guerreiros indígenas são hoje tão violentos, por que gostam do gosto do sangue. Aos waurá terminou por ser oferecida uma caneca de mandioca. Por isso não são pessoas violentas".

Os alto xinguanos bebem no lugar da água, uma água misturada com a farinha de mandioca.

Todos os produtos vêm acompanhados da etiqueta da comunidade produtiva contando 

sobre a importância sócio-ambiental do trabalho realizado.

A disponibilidade das peças em exposição pode variar.

Se você deseja uma peça, anote o nome e/ou código e fale conosco ou ligue para 11 2132 7459

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O Ponto Solidário é uma associação sem fins lucrativos,

 que atua segundo os conceitos do comércio justo, economia solidária e sustentabilidade.

pontosolidario@yazigi.com

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